A Lei de Resiliência Operacional Digital (DORA) deve revolucionar a forma como as instituições financeiras abordam a segurança cibernética e a resiliência operacional. À medida que as organizações na UE se preparam para cumprir essa nova regulamentação, que entra em vigor em 17 de janeiro, é fundamental compreender como a DORA afetará as estratégias de recuperação cibernética. Esta publicação aborda as principais mudanças e considerações para aprimorar seus planos de recuperação cibernética de acordo com a DORA.
Entendendo a DORA
A DORA tem como objetivo garantir que as entidades financeiras sejam capazes de resistir, responder e se recuperar de todos os tipos de interrupções operacionais e ameaças. Isso inclui ataques cibernéticos, que se tornaram cada vez mais sofisticados e frequentes. A regulamentação exige que as instituições financeiras implementem estruturas robustas de resiliência operacional, incluindo estratégias abrangentes de Recovery cibernética.
Principais mudanças nas estratégias de Recovery cibernética
Há muito tempo que as instituições financeiras têm a obrigação de proteger seus dados e sua infraestrutura contra ameaças, mas a DORA visa aumentar a resiliência geral dos sistemas financeiros que operam na UE. Veja a seguir como as disposições afetarão as estratégias de resiliência de uma organização:
1. Plano de Resposta a Incidentes
Um plano de resposta a incidentes é fundamental para uma ação rápida e eficaz em caso de um incidente cibernético. Esse plano deve definir as medidas a serem tomadas imediatamente após a detecção de um incidente, incluindo contenção, erradicação e Recovery. De acordo com a DORA, os planos de resposta a incidentes devem ser mais detalhados e testados regularmente. Isso inclui:
- Funções e responsabilidades claras: definir quem é responsável por quê durante um incidente cibernético.
- Protocolos de comunicação: estabelecer canais de comunicação claros com as partes interessadas, os órgãos reguladores e os clientes.
- Simulações regulares: realizar simulações regulares de resposta a incidentes para preparar todos os membros da equipe.
2. Backup e recuperação de dados
Os dados são a força vital de qualquer organização, e a DORA dá cada vez mais ênfase à importância de sua integridade e disponibilidade. As organizações devem:
- Implementar soluções robustas de backup: certificar-se de que os dados críticos sejam copiados regularmente e armazenados com segurança.
- Procedimentos de recuperação de dados: testar regularmente os procedimentos de recuperação de dados para garantir que funcionem conforme o esperado.
- Redundância: mantenha sistemas redundantes para minimizar o tempo de inatividade durante um incidente cibernético.
3. Gestão de riscos de terceiros
Muitas organizações contam com fornecedores terceirizados para diversos serviços. No entanto, esses fornecedores também podem representar riscos. Uma gestão eficaz dos riscos relacionados a terceiros envolve:
- Due diligence de fornecedores: Realizar uma avaliação minuciosa da situação de segurança de todos os fornecedores terceirizados.
- Acordos contratuais: verificar se os contratos com fornecedores incluem requisitos claros relativos à segurança cibernética e à resposta a incidentes.
- Monitoramento contínuo: monitorar continuamente as relações com terceiros para verificar a conformidade, bem como identificar e mitigar riscos.
4. Auditorias e avaliações periódicas
A DORA exige auditorias e avaliações regulares das medidas de segurança cibernética. Isso inclui:
- Auditorias internas: Realizar auditorias internas regulares para identificar vulnerabilidades e áreas que precisam de melhorias.
- Auditorias externas: Contratar auditores externos para realizar uma avaliação independente de sua postura de segurança cibernética.
- Avaliações de risco: Realize avaliações de risco regulares para identificar e mitigar ameaças potenciais.
5. Treinamento e conscientização dos funcionários
Os funcionários costumam ser a primeira linha de defesa contra ameaças cibernéticas. O treinamento pode ajudar a criar uma cultura de vigilância e resiliência — e reduzir o risco de erro humano. De acordo com a DORA, as organizações devem promover:
- Treinamento regular: Oferecer treinamento regular a todos os funcionários sobre as melhores práticas de segurança cibernética.
- Campanhas de conscientização: Realizar campanhas de conscientização para manter os funcionários informados sobre as ameaças mais recentes e as melhores práticas.
- Ataques simulados: Utilizar ataques simulados de phishing e outros exercícios para testar a conscientização e a reação dos funcionários.
Implementação de estratégias de recuperação cibernética em conformidade com a DORA
Embora a entrada em vigor da DORA possa alterar alguns elementos de sua estratégia geral, a estrutura básica para a implementação de um plano deve permanecer a mesma. Aqui estão as etapas que você pode seguir para manter o plano de recuperação cibernética da sua organização em conformidade:
- Avaliar as capacidades atuais: Realize uma avaliação completa de suas capacidades atuais de Recovery cibernética para identificar lacunas e áreas que precisam de melhorias.
- Elabore um plano abrangente: Elabore um plano abrangente de recuperação cibernética que aborde todos os aspectos da DORA, incluindo resposta a incidentes, backup de dados, gestão de riscos de terceiros e treinamento.
- Alocar recursos: Alocar os recursos necessários, incluindo orçamento, pessoal e tecnologia, para implementar seu plano de Recovery cibernética.
- Teste e aprimore: Teste regularmente seu plano de recuperação cibernética e aprimore-o com base nos resultados. A melhoria contínua é fundamental para manter a resiliência operacional.
- Documente tudo: documente todos os aspectos do seu plano de recuperação cibernética, incluindo políticas, procedimentos e resultados de testes. Essa documentação será fundamental para comprovar a conformidade com a DORA.
A conformidade deve levar à resiliência
A DORA representa uma mudança significativa na forma como as instituições financeiras abordam a segurança cibernética e a resiliência operacional. Ao aprimorar os planos de resposta a incidentes, implementar soluções robustas de Backup and Recovery de dados, gerenciar riscos de terceiros, realizar auditorias e avaliações regulares e oferecer treinamento e conscientização abrangentes, as organizações podem desenvolver estratégias resilientes de recuperação cibernética que estejam em conformidade com a DORA.
À medida que o cenário regulatório continua a evoluir, é essencial manter-se informado e adaptar suas estratégias de acordo com essas mudanças. Ao abordar de forma proativa os requisitos da DORA, você pode preparar sua organização para resistir a incidentes cibernéticos, responder a eles e se recuperar, salvaguardando, em última instância, suas operações e sua reputação.
Saiba mais sobre como você pode se preparar para a Lei de Resiliência Operacional Digital em nossa série de blogs “Explorando a DORA”:
- Uma visão geral da Lei de Resiliência Operacional Digital
- 9 etapas no caminho para a conformidade
- Compreendendo o panorama regulatório global
- Criando resiliência: estratégias de Recovery cibernética sob a DORA
- O papel da gestão de dados na conformidade regulatória
- Gerenciamento de riscos e DORA: preparando-se para o inesperado