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Resiliência cibernética e segurança de dados

Como a Blue Yonder promove a resiliência cibernética por meio da confiança dos clientes

Por que a consistência, a transparência e a disciplina operacional podem ser tão importantes quanto a tecnologia quando as organizações estão sob pressão.


Atualmente, há muitas discussões em andamento sobre resiliência cibernética. A maioria delas se concentra na tecnologia: velocidade de detecção, arquitetura de Recovery e operações de segurança baseadas em IA.

Todos esses aspectos são importantes. Mas, depois de conversar com a Dra. Erika Voss, vice-presidente sênior e diretora global de segurança e dados da Blue Yonder, e com Sam Archey, vice-presidente de confiança da Blue Yonder, acabei sempre voltando a algo muito mais fundamental: a confiança. Não a confiança como um slogan ou uma mensagem de marketing, mas a confiança como algo operacional. Algo construído deliberadamente ao longo do tempo e posto à prova nos momentos em que as organizações estão sob maior pressão.

Essa distinção pode ser importante porque, hoje em dia, a resiliência não se resume apenas à recuperação de sistemas. Trata-se também de como as organizações se comunicam, como lideram e como mantêm a confiança enquanto a incerteza ainda se desenrola. E, para uma empresa como a Blue Yonder — que atua no centro das cadeias de suprimentos globais —, esse desafio se torna ainda mais evidente. Assista ao episódio completo.

Principais conclusões: O que a confiança cibernética moderna realmente exige

  • A confiança se constrói por meio da consistência, não da perfeição. Os clientes geralmente não esperam respostas imediatas, mas esperam transparência e acompanhamento.
  • A resiliência é uma questão operacional, não teórica. Os processos de comunicação, coordenação e tomada de decisão podem ser tão importantes quanto os controles técnicos.
  • Relacionamentos sólidos estabelecidos antes de um incidente podem determinar a eficácia com que as equipes respondem durante o mesmo.
  • A resiliência da cadeia de suprimentos pode aumentar os riscos, pois as interrupções se propagam por ecossistemas interconectados.
  • As organizações são cada vez mais avaliadas não pelo fato de ocorrerem incidentes, mas pela forma como reagem quando eles acontecem.

Resiliência e confiança

Uma coisa ficou clara logo no início dessa discussão: Erika e Sam não encaram a resiliência como uma função isolada da segurança. Eles a veem como uma função da confiança. A maioria das organizações ainda separa esses conceitos:

  • A equipe de segurança é responsável pela resposta técnica.
  • O departamento de Comunicação gerencia as mensagens.
  • A liderança entra em ação quando é necessário escalar a situação.

Mas o que a Blue Yonder desenvolveu é muito mais integrado do que isso. A abordagem da empresa reconhece que a confiança do cliente é moldada em tempo real pelo comportamento operacional — e não apenas pelos resultados técnicos. E, em um ambiente de cadeia de suprimentos, onde inúmeras organizações estão interconectadas, esse comportamento operacional pode se tornar extremamente visível. Quando algo dá errado dentro desse ecossistema, o impacto raramente fica isolado.  

O momento em que a confiança é realmente posta à prova

Um dos temas mais marcantes ao longo da conversa foi a rapidez com que a confiança pode ser perdida — e o quanto as organizações precisam se empenhar para preservá-la. Erika foi direta: os clientes não estão mais avaliando se as empresas passam por incidentes. Isso já se tornou um requisito básico no cenário atual de ameaças. O que eles estão avaliando é algo muito mais específico: será que souberam disso por você primeiro? Essa distinção muda a forma como as organizações devem encarar a resposta a incidentes.

Durante anos, o instinto diante de incidentes cibernéticos costumava ser o de adiar a divulgação de informações até que todos os detalhes fossem verificados. Mas a realidade atual é que o silêncio pode gerar incerteza mais rapidamente do que quase qualquer outra coisa.

Os clientes normalmente não esperam respostas completas logo na primeira hora. Eles querem um reconhecimento. Querem presença. Querem saber que alguém está trabalhando ativamente no problema e disposto a se comunicar de forma transparente enquanto a situação ainda está se desenrolando. É aí que se constrói a confiança operacional. E, segundo Erika e Sam, esses primeiros 60 minutos podem ser mais importantes do que a maioria das organizações imagina.

Prévia: A confiança é fundamental em uma crise

Neste trecho da conversa do STRIVE, discutimos como os primeiros 60 minutos de resposta podem determinar a confiança do cliente, reduzir atrasos na propagação e moldar relações comerciais de longo prazo.

Construindo confiança antes que ela seja necessária

A confiança que a Blue Yonder conquistou junto aos clientes não surgiu durante uma única crise. Ela foi construída por meio de interações repetidas ao longo do tempo — com transparência, agilidade e disciplina operacional, muito antes de a pressão entrar em cena. O mesmo se aplica internamente. Uma coisa que tanto Erika quanto Sam enfatizam é a importância das relações entre as equipes antes que os incidentes ocorram. Segurança, comunicações, engenharia, operações e liderança precisam saber como trabalhar juntas com antecedência. Caso contrário, o primeiro teste real de colaboração ocorre durante uma crise, o que pode ser o pior momento possível para estabelecer o alinhamento operacional. É por isso que dedicam tanto tempo à maturidade dos processos, ao envolvimento das partes interessadas e aos exercícios simulados. Não porque essas atividades sejam teóricas. Mas porque elas criam familiaridade. E a familiaridade ajuda a reduzir o atrito quando a pressão aumenta.  

Por que os exercícios simulados são mais importantes do que a maioria das organizações imagina

Houve uma parte da conversa sobre exercícios simulados que me pareceu particularmente prática e que, na minha opinião, muitas organizações precisam conhecer. Com muita frequência, os exercícios de simulação se tornam atividades de conformidade. Algo que as organizações realizam uma ou duas vezes por ano para cumprir requisitos e depois simplesmente deixam para trás. Mas a forma como a Blue Yonder os aborda é muito mais operacional. Para eles, os jogos de tabuleiro são um treino para a coordenação.

  • Quem toma as decisões?
  • Como ocorre o encaminhamento para instâncias superiores?
  • Quais parceiros externos precisam ser envolvidos?
  • Como as áreas jurídica, de comunicação e de engenharia interagem entre si?

Essas questões se tornam extremamente importantes durante incidentes reais. E se as equipes não estiverem preparadas para lidar com elas com antecedência, a resposta pode ficar mais lenta imediatamente. Sam descreveu como as equipes começam a compreender como realmente pode ser a sensação de estarem envolvidas em um incidente sob pressão. Essa experiência é importante porque ajuda a desenvolver a memória muscular — não apenas para as equipes técnicas, mas também para a liderança e os envolvidos nas operações.

As organizações que se recuperam com mais eficácia raramente improvisam tudo em tempo real. Elas já treinaram.

O lado humano da resiliência

O que mais gostei nessa conversa foi o quanto ela estava enraizada na realidade humana do trabalho com resiliência. A resiliência cibernética costuma ser vista exclusivamente sob a ótica da tecnologia. No entanto, muitas vezes são as pessoas que determinam os resultados.

  • Como os líderes se comunicam.
  • Como as equipes colaboram.
  • Como as organizações se comportam quando as informações são incompletas.

Esses fatores contribuem para a construção da confiança do cliente tanto quanto os prazos de recuperação ou os controles técnicos. E talvez a lição mais importante de Erika e Sam seja que a confiança não se conquista nos momentos fáceis. Ela se conquista em meio à incerteza. Em meio à ambiguidade. Nos momentos em que as organizações precisam escolher a transparência em vez do silêncio e a consistência em vez da perfeição.

Assista ao episódio completo

Nesta discussão, você descobrirá:

  • Como a Blue Yonder transforma a confiança do cliente em resultados concretos.
  • Por que a consistência pode ser mais importante do que a perfeição imediata.
  • O papel da comunicação durante incidentes cibernéticos.
  • Como os exercícios simulados reforçam a resiliência.
  • Por que os ambientes da cadeia de suprimentos podem alterar os desafios da recuperação cibernética.

Assista agora

Perguntas frequentes

P: Por que a confiança é tão importante na resiliência cibernética?

R: Porque os clientes avaliam cada vez mais as organizações com base na forma como elas respondem durante os incidentes, e não simplesmente se esses incidentes ocorrem ou não.

P: O que significa “confiança como modelo operacional”?

R: Significa que a confiança é continuamente reforçada por meio do comportamento operacional, da consistência na comunicação e da transparência — e não apenas durante crises.

P: Por que os primeiros 60 minutos de resposta são tão importantes?

R: A comunicação precoce pode moldar a percepção do cliente, ajudar a reduzir a incerteza e contribuir para estabelecer credibilidade em situações que evoluem rapidamente.

P: Como os exercícios simulados melhoram a resiliência?

R: Eles ajudam as equipes a treinar os processos de coordenação, escalonamento e comunicação antes que ocorram incidentes reais.

P: Qual é a principal lição que podemos tirar dessa discussão?

R: Essa resiliência costuma estar intimamente ligada à confiança operacional, e as organizações devem construir essa confiança antes de precisarem dela mais do que nunca.

P: Como as organizações podem ajudar a aumentar a confiança dos clientes durante incidentes?

R: Comunicando-se de forma consistente, priorizando a transparência e estabelecendo uma forte coordenação interna muito antes do início de uma crise.

Chris Mierzwa é diretor sênior de marketing de portfólio na Commvault.

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