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O que é um AirGap e por que ele é importante?

Como utilizar uma separação para proteger seus dados e aprimorar sua segurança cibernética.

Visão geral

A segurança cibernética é uma prioridade máxima para praticamente todas as organizações

Um conceito que frequentemente surge em discussões sobre medidas de segurança robustas é o “air gap”. Mas o que exatamente é um air gap e por que ele é tão crucial para proteger dados confidenciais?

Este artigo abordará o conceito de air gap, sua importância e como ele pode ser implementado de forma eficaz para aprimorar a segurança cibernética.

Definição

O que é um air gap?

Um AirGap refere-se à separação física ou lógica de um computador ou rede de redes não seguras, como a internet. Essa separação impede uma conexão direta ou indireta que poderia ser explorada por ameaças cibernéticas. Os AirGaps são comumente usados em ambientes onde a segurança é fundamental, como sistemas militares, infraestruturas críticas e instituições financeiras.

Como funcionam os AirGaps:
A proteção de dados por AirGap é uma estratégia essencial para salvaguardar os dados da sua organização contra ameaças cibernéticas, especialmente ransomware. Ao isolar fisicamente os dados de backup da rede, um AirGap mantém seus dados de backup intactos e seguros, mesmo que seus sistemas primários sejam comprometidos.

A implementação mais simples de um air gap envolve isolar fisicamente um computador ou rede de quaisquer conexões externas. Esse isolamento cria uma “lacuna” que os ciberataques não conseguem transpor, proporcionando uma camada adicional de segurança que é crucial no cenário atual de ameaças. Isso significa nenhum acesso à internet, nenhum cabo de rede e nenhuma conexão sem fio.

Em ambientes com “air gap”, os dados são normalmente copiados e armazenados por meio de métodos offline, como mídias removíveis (por exemplo, pen drives, discos rígidos externos) ou sistemas de armazenamento offline. Isso mantém os dados de backup seguros, mesmo que o sistema primário seja comprometido.

Backups imutáveis

AirGap x Backups imutáveis

Backups imutáveis são aqueles que não podem ser alterados ou excluídos depois de criados. Eles oferecem uma maneira confiável de recuperar dados em caso de corrupção ou ataques de ransomware.

Embora tanto o isolamento físico quanto os backups imutáveis tenham sido projetados para proteger dados, eles atendem a finalidades diferentes e apresentam características distintas.

Principais diferenças:
• Segurança: os air gaps oferecem um nível mais alto de segurança ao isolar completamente os sistemas de possíveis ameaças online. Os backups imutáveis, embora seguros, ainda estão conectados à rede e podem ser alvo de ataques sofisticados.

• Acessibilidade: os backups imutáveis são mais acessíveis para uso regular e Recovery, enquanto os sistemas com “air gap” exigem processos manuais para acessar e atualizar dados.

• Casos de uso: os “air gaps” são ideais para ambientes altamente sensíveis, nos quais é necessária segurança máxima. Os backups imutáveis são adequados para organizações que buscam um equilíbrio entre segurança e acessibilidade.

Vantagens e desvantagens

Embora os “air gaps” ofereçam benefícios significativos em termos de segurança, eles também apresentam algumas desvantagens a serem consideradas

Benefícios das barreiras físicas:

• Maior segurança: ao isolar os sistemas da internet, os air gaps protegem contra ameaças online, incluindo malware e ransomware.

• Integridade dos dados: os air gaps ajudam a manter a integridade dos dados, impedindo o acesso não autorizado e a adulteração, para que seus dados críticos possam ser restaurados rapidamente em caso de um ataque. Isso reduz o tempo de inatividade e minimiza o impacto nas operações comerciais.

• Opções flexíveis: as soluções de isolamento físico são altamente escaláveis e podem ser integradas perfeitamente às estratégias existentes de proteção de dados, proporcionando uma abordagem robusta e flexível à segurança dos dados.

• Conformidade e regulamentações: muitos marcos regulatórios exigem medidas rigorosas de proteção de dados, e os “air gaps” podem ajudar as organizações a atender a esses requisitos.

Desvantagens dos “air gaps”:

• Acessibilidade dos dados: Um dos principais desafios dos sistemas com “air gap” é a dificuldade em acessar e atualizar dados. Como esses sistemas estão isolados das redes, a transferência de dados para dentro e para fora requer processos manuais, como o uso de mídias removíveis. Isso pode causar atrasos e ineficiências, especialmente quando é necessário transferir grandes volumes de dados.

• Recuperação de dados: Em caso de falha do sistema ou perda de dados, a recuperação de dados de sistemas com “air gap” pode ser demorada. A natureza manual da transferência de dados e a necessidade de acesso físico às mídias de armazenamento podem retardar os esforços de recuperação, afetando a continuidade dos negócios.

• Erro humano: Apesar da segurança reforçada proporcionada pelos isolamentos físicos, o erro humano continua sendo um risco significativo. Erros no manuseio de mídias removíveis, procedimentos inadequados de transferência de dados ou falha na manutenção do isolamento físico podem introduzir vulnerabilidades. Treinamento e protocolos rigorosos são essenciais para minimizar esses riscos.

• Ameaças internas: Os sistemas isolados não estão imunes a ameaças internas. Funcionários com acesso a esses sistemas podem, intencionalmente ou não, comprometer a segurança. Estabelecer controles de acesso robustos, monitoramento e treinamento dos funcionários é crucial para mitigar esse risco.

Implementação

Implementação de isolamentos físicos

A integração de sistemas isolados à infraestrutura de TI existente pode apresentar desafios de compatibilidade. A criação de um sistema no qual os dados possam ser transferidos de forma contínua entre sistemas isolados e sistemas em rede, sem comprometer a segurança, requer um planejamento e uma implementação cuidadosos.

Para projetar um ambiente isolado de forma eficaz, as organizações devem planejar cuidadosamente o projeto dos sistemas isolados, de modo a atender às necessidades específicas de segurança da organização. O isolamento deve fazer parte de uma abordagem de segurança em camadas, pois não resolve todas as vulnerabilidades potenciais.

A implementação de isolamentos físicos pode exigir mudanças nos fluxos de trabalho e nos processos existentes. As organizações precisam gerenciar essas mudanças para minimizar interrupções e permitir que os funcionários se adaptem aos novos procedimentos sem afetar a produtividade.

Custos e Alocação
de Recursos A configuração e a manutenção de sistemas fisicamente isolados podem ser caras. Os custos associados à aquisição e ao gerenciamento de mídias de armazenamento offline, hardware dedicado e à infraestrutura necessária podem ser significativos. Além disso, os processos manuais envolvidos na transferência de dados e na manutenção do sistema exigem pessoal e recursos dedicados.

As organizações precisam alocar recursos suficientes para gerenciar ambientes isolados de forma eficaz. Isso inclui investir em treinamento para os funcionários, contratar pessoal especializado e dedicar tempo e esforço à manutenção dos sistemas, incluindo a atualização constante com os patches de segurança e as atualizações de software mais recentes. Como esses sistemas são isolados, as atualizações devem ser aplicadas manualmente, o que pode ser trabalhoso e propenso a atrasos.

Panorama
de ameaças em evolução O panorama da segurança cibernética está em constante evolução, com novas ameaças surgindo regularmente. As organizações devem adaptar continuamente seus sistemas isolados para lidar com essas ameaças em constante evolução. Isso requer manter-se informado sobre as últimas tendências de segurança e implementar medidas proativas para proteger contra possíveis vulnerabilidades.

Manter a integridade dos sistemas isolados requer testes e monitoramento regulares. Os funcionários devem ser treinados sobre a importância de manter os isolamentos e reconhecer ameaças potenciais. As organizações devem manter o sistema seguro e garantir que ele não seja violado inadvertidamente. Isso envolve auditorias periódicas, avaliações de vulnerabilidade e monitoramento contínuo para detectar quaisquer sinais de comprometimento.

Conclusão
As barreiras físicas desempenham um papel crucial no aprimoramento da segurança cibernética, oferecendo uma defesa robusta contra ameaças online. À medida que o cenário da segurança cibernética continua a evoluir, a relevância das barreiras físicas permanece significativa. As organizações devem avaliar suas estratégias atuais de proteção de dados e considerar a implementação de barreiras físicas, quando aplicável, para criar o mais alto nível de segurança para seus dados confidenciais.

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