Expandir uma empresa orientada por dados é difícil. Expandir uma empresa assim, ao mesmo tempo em que se cumpre os requisitos do GDPR, gerencia milhares de clientes, capacita equipes de análise e implanta uma nova infraestrutura em menos de duas semanas? Isso já é um outro nível de complexidade.
Em um episódio recente do STRIVE, conversei com Asif Dromi, da monday.com, e Ben Herzberg, da Commvault, para desvendar o que realmente é necessário para colocar em prática a segurança de dados em grande escala — não na teoria, mas na prática. Esta não é uma conversa genérica sobre melhores práticas. É uma visão realista de como as decisões relacionadas à segurança, conformidade, automação e infraestrutura se interligam quando o tempo é curto.
Assista ao episódio completo. Se você é um CISO, líder de dados, arquiteto ou responsável pela conformidade, este episódio oferece algo mais valioso do que mera teoria. Ele mostra como:
- Uma empresa em rápido crescimento lidou com as exigências do GDPR sem prejudicar a inovação.
- A infraestrutura como código pode simplificar as auditorias.
- A automação reduz os riscos, em vez de aumentar a complexidade.
- A segurança e a agilidade nos negócios não precisam estar em conflito.
É raro ouvir diretamente os profissionais que já passaram por isso em condições reais de restrição. É isso que torna essa conversa do STRIVE diferente.
Pontos principais: Implementação da segurança de dados em grande escala
- Conformidade e crescimento não precisam estar em conflito. A Monday.com demonstra como os requisitos do GDPR e a rápida expansão podem coexistir quando a segurança é incorporada à arquitetura desde o início.
- Permissões manuais não são escaláveis. A automação, sim. A infraestrutura como código e os controles de acesso orientados por API podem transformar a governança de um gargalo em um multiplicador de força.
- O acesso baseado em funções deve evoluir acompanhando o uso dos dados. À medida que mais equipes passam a depender de análises, a visibilidade e os controles detalhados tornam-se essenciais para ajudar a evitar a proliferação descontrolada de permissões.
- Segurança operacionalizada significa visibilidade. Não se trata apenas de definir políticas, mas de monitorar, auditar e adaptar os controles dinamicamente à medida que os ambientes mudam.
- É possível alcançar agilidade quando a arquitetura é planejada de forma intencional. Um data warehouse em conformidade com as normas europeias foi implantado em menos de duas semanas porque a governança, a automação e as ferramentas foram projetadas para escalar.
- A maturidade em segurança possibilita a inovação. Quando as permissões, a infraestrutura e a conformidade são programáveis, as organizações podem agir com mais agilidade.
O verdadeiro desafio: crescimento + conformidade + agilidade
Para a monday.com, o desafio não era apenas armazenar dados europeus na Europa. Era:
- Garantir a conformidade com o GDPR e a residência regional dos dados.
- Garantir que os funcionários acessassem apenas os dados relevantes.
- Manter a visibilidade e a auditabilidade.
- Apoiar analistas e desenvolvedores que precisavam de acesso rápido.
- Fazer tudo isso dentro de prazos comerciais rigorosos.
Como Asif explica no episódio, tornar-se uma organização orientada por dados significa que o acesso interno se expande rapidamente. Quanto mais as equipes dependem da análise de dados, mais complexas se tornam as permissões. E é aí que muitas organizações se deparam com um obstáculo. A segurança passa a ser manual, as permissões tornam-se frágeis e a conformidade passa a ser reativa. Isso não é segurança operacionalizada. É um castelo de cartas.
Incorporando a segurança à arquitetura desde o início
Um dos aspectos mais interessantes do episódio é a forma como a monday.com abordou o problema do ponto de vista arquitetônico. Em vez de adaptar o sistema para atender às normas de conformidade, ela desenvolveu:
- Um data warehouse europeu dedicado.
- Controles de acesso claros e baseados em funções.
- Modelos de permissão detalhados.
- Camadas de governança automatizadas.
Ben descreve o que ocorre em muitas grandes organizações: com o tempo, as permissões se acumulam em camadas, muitas vezes sem visibilidade centralizada. Eventualmente, ninguém tem certeza de quem pode acessar o quê. Operacionalizar a segurança significa evitar esse desvio. Significa construir sistemas nos quais a governança se expande automaticamente à medida que o uso cresce.
A automação é o multiplicador de força
Se há um tema que permeia este episódio, é a automação. Em vez de tratar as permissões como tickets e atualizações manuais, a monday.com incorporou sua infraestrutura ao código. Bancos de dados, funções e políticas de acesso podiam ser criados e modificados programaticamente.
O resultado? Um ambiente em conformidade e escalável foi implantado em menos de duas semanas. Isso não é sorte. É arquitetura. E é um lembrete poderoso de que a segurança não atrasa seu trabalho quando é implementada corretamente. Ela possibilita agilidade.
O que realmente significa colocar a segurança de dados em prática
O termo “operacionalização” é muito utilizado. Neste episódio, ele é definido como:
- Visibilidade contínua dos dados confidenciais.
- Gerenciamento centralizado e automatizado de permissões.
- Rastreamento de acesso.
- Integração com ferramentas de colaboração.
- Políticas que se adaptam à medida que o número de usuários e a quantidade de dados aumentam.
Controles estáticos não são escaláveis. Fluxos de trabalho manuais não são escaláveis. A segurança precisa se tornar dinâmica – parte da estrutura operacional da organização. E é nessa mudança que muitas empresas enfrentam dificuldades atualmente.
Assista ao episódio completo do STRIVE
Durante a discussão, você vai saber mais sobre:
- Como a monday.com estruturou seu data warehouse europeu.
- As principais lições aprendidas durante a implementação rápida.
- Por que a automação era imprescindível.
- O que as empresas costumam subestimar em relação à proliferação de permissões.
- Como abordar a implementação da governança antes que as iniciativas de IA se expandam.
Perguntas frequentes
P: Como equipes pequenas podem implementar uma segurança de dados escalável?
R: Comece com um modelo de permissões bem definido e ferramentas de infraestrutura como código. Automatize o gerenciamento de permissões desde o início para ajudar a evitar gargalos manuais à medida que sua empresa cresce.
P: Qual é o papel da automação na conformidade?
R: A automação ajuda a garantir a consistência, reduzir erros e simplificar as auditorias. Com o uso de APIs e scripts, é possível monitorar e ajustar as permissões dinamicamente.
P: Quanto tempo leva, normalmente, para configurar um ambiente de dados em conformidade e escalável?
R: Com o planejamento e as ferramentas certas, organizações como a monday.com conseguiram isso em menos de duas semanas. A rapidez depende do escopo e da infraestrutura existente.
P: Quais são as melhores práticas para implementar a segurança de dados?
R: Implemente controles de acesso baseados em funções, automatize o gerenciamento de permissões, monitore regularmente os registros de acesso e integre ferramentas de segurança às plataformas de colaboração para garantir uma supervisão em tempo real.
Chris Mierzwa é diretor sênior de marketing de portfólio na Commvault.