A época das festas está chegando, e para mim isso significa uma coisa só: assistir a “Duro de Matar”.
Talvez eu tenha uma queda por Kevin McCallister e pelo charme de “Esqueceram de Mim”, mas ver Bruce Willis enfrentando um bando de vilões obstinados (e, obviamente, tirando Alan Rickman) (desculpem – não resisti ao trocadilho) determinados a invadir um cofre cheio de títulos ao portador não rastreáveis é o filme perfeito para as festas de fim de ano.
Mas, ao assistir ao filme com mais atenção este ano, fico impressionado com as semelhanças entre o enredo do filme e um ataque de ransomware. Então, que lições “Duro de Matar” pode nos ensinar sobre um ataque de ransomware?

1. O tamanho da superfície de ataque é importante
O local onde se desenrolou a maior parte da ação de *Die Hard* foi o Nakatomi Plaza — um arranha-céu com mais de 30 andares no coração de Los Angeles.
De dutos de ar a poços de elevador, de saguões a telhados e tudo mais, há uma grande área a ser protegida e muitos lugares onde os bandidos podem se esconder.
O mesmo se aplica ao ambiente de dados. Quanto maior for a área coberta, mais vulnerabilidades e pontos fracos podem existir para acessar ou comprometer seus dados. E isso é uma grande preocupação; de fato, de acordo com uma pesquisa recente da ESG, apenas 12% dos profissionais de TI afirmam que suas ferramentas de detecção de ransomware são adequadas e capazes de cobrir o crescente ambiente de dados, independentemente de onde os dados estejam armazenados.
2. Talvez o que eles estejam buscando não seja um resgate
Lembra daquela cena em que Alan Rickman cita os nomes dos terroristas que o grupo quer trocar pelos reféns? É uma manobra de diversão com o objetivo de despistar.
O mesmo se aplica à segurança de dados – com tantos agentes mal-intencionados utilizando dados de forma maliciosa atualmente (pense em vazamentos, exfiltração, roubo e manipulação) –, manter dados como reféns em troca de uma quantia em dinheiro tornou-se um dos principais objetivos. Na verdade, a ponto de a ESG estimar que a prevenção de danos aos dados seja agora a principal preocupação dos tomadores de decisão de TI (88%), superando as preocupações relacionadas à Recovery.
E, mesmo que você realmente pague o resgate, há poucas garantias de que recuperará seus dados. De fato, segundo Matthew Woodwood, apenas 8% de todas as organizações que pagaram resgate por ransomware recuperaram seus dados, mesmo após terem pago o resgate.
3. Engenharia social — Os criminosos já terão feito sua pesquisa (e são muito astutos)
Assim como em “Duro de Matar”, os invasores provavelmente já teriam feito uma pesquisa prévia e teriam um plano sofisticado e detalhado — concebido para ir além da simples criptografia de dados.
Eles também são dissimulados e podem recorrer a táticas de engenharia social, amplamente utilizadas por invasores, pois muitas vezes é mais fácil explorar as pessoas do que encontrar uma vulnerabilidade na rede ou no software. Senhas e medidas de segurança existentes são muito valiosas, e os próprios funcionários internos costumam ser alvos — em todos os níveis da organização.
A engenharia social costuma ser utilizada como primeiro passo em uma campanha mais ampla. Você pode saber mais neste artigo da Tech Target aqui.
4. Os ataques vão continuar ocorrendo (e ocorrendo)

Além de bem informados, motivados e astutos, nossos invasores são persistentes. John McClane teria tido uma tarefa muito mais fácil se estivesse enfrentando apenas um criminoso, mas a realidade é que (assim como em um ataque de ransomware) as chances estão contra ele.
Para os invasores, uma estratégia única raramente leva a uma invasão bem-sucedida. Os agentes maliciosos aumentam suas chances de retorno sobre o investimento ao seguirem múltiplas rotas até seu alvo — dados críticos da empresa —, diversificando suas estratégias de ataque.
5. Não confie “apenas” na Recovery ou no seguro
Se Bruce Willis tivesse simplesmente esperado, na esperança de que o seguro pagasse, o filme seria bem curto — e talvez nem tivesse um final dramático!
O seguro cibernético é uma área que passou por mudanças rápidas nos últimos 12 meses. As cláusulas relacionadas ao seguro de segurança cibernética estão se tornando cada vez mais restritivas — como ficou evidente com a Lloyds of London no início deste ano. Muitas seguradoras também estão impondo requisitos de proteção mais rigorosos, o que, embora ajude a reforçar os níveis de defesa em segurança cibernética, também pode deixar algumas organizações — especialmente as pequenas e médias empresas — vulneráveis, já que elas têm menos condições de atender aos novos limites mínimos exigidos.
A Dra. Sally Eaves abordou exatamente esse assunto neste excelente post aqui
Conclusão – É essencial adotar uma abordagem proativa em relação ao ransomware (ser mais como o John McClane)
OK – deixando de lado todas as metáforas cinematográficas, temos uma mensagem séria sobre as festas de fim de ano (e não só) para todos.
Além do seu plano geral de segurança cibernética e da sua estratégia de Recovery de dados já estabelecida, sua proteção contra ransomware precisa ser proativa e começar antes que seus dados sejam comprometidos.
O Metallic® Threatwise™ faz toda a diferença. Trata-se de um sistema de detecção antecipada de ransomware que permite que as empresas defendam ativamente seus dados, protejam a infraestrutura de backup e respondam às ameaças mais rapidamente. Como funciona? Por meio de uma tecnologia patenteada de engodo, o Threatwise induz os agentes mal-intencionados a acessarem recursos falsos, expondo-se antes que ocorra vazamento, exfiltração ou criptografia de dados. Isso significa menor risco de impacto nos dados, menos tempo de inatividade e menos recuperações.
É hora de adotar o Threatwise™ e proteger seus dados, não apenas recuperá-los. É a solução que John McClane escolheria.
Créditos finais (elenco)
- John McClane (Bruce Willis) – Metallic® Threatwise™
- Hans Gruber (Alan Rickman) e sua equipe – Hackers/operadores de ransomware
- Al Powell (Reginald VelJohnson) – Suas simpáticas equipes de TI e segurança